segunda-feira, 2 de maio de 2011

Às vezes acontece...

Dia 14 de abril de 2009 minha mãe chegou em casa com um livro de presente pra mim. Crepúsculo; Stephenie Meyer. Às 11 da noite eu peguei o livro e comecei a ler. Só parei ás sete da manhã quando tinha terminado o livro. Maaas... isso não é importante.
Enquanto eu lia o livro eu ia achando semelhanças com a Bella. Psicologicamente falando, é claro. A mesma forma de lidar com as pessoas. Se escondendo atrás do sarcasmo. Se fechando em sua bolha particular. Não permitindo, ou pelo menos tentando impedir, a aproximação das pessoas. Se transformando em duas pessoas: a que os outros conhecem e a que só nós conhecemos. E essa pessoa "visível a olho nu", digamos assim, ganha a confiança das outras pessoas, mesmo que nós não queiramos essa aproximação.
Porque, no fim das contas, nós somos sozinhas. Ou pelo menos nos sentimos desse jeito. E, por ganhar a confiança dos outros, nós nos sentimos mal. Já que todos vêm nos fazer confissões e contar seus mais obscuros segredos e nós não fazemos nada além de ouví-los, porque nós nunca iremos mostrar nossas fraquezas para outro ser humano. Mas nós ouvimos. E damos conselhos quando nos são pedidos. Por que as outras pessoas não têm culpa de nós não gostarmos de outros seres humanos. Esse é um problema nosso e, como todos os outros, nós não o dividiremos com ninguém.
É muito raro acharmos alguém para conversar. Não... Conversar é muito amplo... Conversamos com pessoas todos os dias... Mas para conversar sobre assuntos nossos... Sobre coisas importantes para nós.
A Bella achou essa pessoa, esse confidente... Ela achou Edward. E ele achou ela, porque ele também era extremamente fechado. E só com ele conseguiu fazer o que eu acabei de descrever. E ela se envolveu demais com ele. O laço entre eles se tornou intenso e inquebrável. O amor deles é o amor mais forte do qual eu já ouvi falar. Como a própria Bella disse : "Porque não havia nada mais apavorante para mim, mais excruciante, do que a idéia de me afastar dele. [...] Podia me doer fisicamente ser separada dele agora.".
E esse tipo de laço criado entre eles nunca me pareceu possível. Pelo menos não para uma pessoa tão parecida comigo; tão isolada; tão fechada; tão independente. Mas, como já disse, ganhei esse livro no dia 14 de abril de 2009. Então, pela contas, fiquei com esse pensamento na cabeça por uns 4 ou 5 meses. Até que eu mesma me vi presa por um laço de igual intensidade e dificuldade em ser quebrado.
Hoje em dia acredito que posso fazer minhas as palavras da Bella:
>> Não há nada mais apavorante para mim, mais excruciante, do que a idéia de me afastar dele.
>> Pode me doer fisicamente ser separada dele agora.

É... Tenho toda a certeza disso...